Telebrás renderá R$ 5,7 bi em 10 anos, diz governo

O coordenador dos programas de inclusão digital do governo, Cezar Alvarez, disse hoje que a nova Telebrás vai render R$ 5,7 bilhões, em dez anos, com a venda de capacidade de transporte de dados no atacado. Esta será a principal função da empresa no Plano Nacional de Banda Larga, alugando as redes de fibras óticas das estatais para empresas privadas, que oferecerão os serviços de internet rápida ao consumidor final. Alvarez confirmou, no entanto, que até o terceiro ano a empresa vai operar no prejuízo.

O secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, que também participou da elaboração do plano, disse que a Telebrás não será uma empresa subsidiada e que a estatal não vai representar ônus para o Tesouro, que fará um aporte de R$ 3,2 bilhões até 2014. “Não está se falando em operar uma empresa com prejuízo. Está se falando de ter uma empresa bastante rentável e eficiente, que alcançará, em dez anos, 51% de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação, na sigla em inglês)”, afirmou.

Santanna negou que o governo pense em fechar o capital da Telebrás. “Isso não foi pensado. Eu pessoalmente não vejo vantagem nisso, porque a empresa de capital aberto permite mais transparência na administração”, afirmou. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, também disse que não foi discutido colocar à venda as ações da Telebrás em posse do Tesouro. “Mas isso não impede que daqui a um ou dois anos alguém ache que isso precisa ser feito”, acrescentou.

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