Economia

Tarifas dos EUA podem atingir US$ 15 bilhões em exportações brasileiras

Ilustração sobre economia e finanças com a logo da Tribuna do Paraná no canto superior esquerdo. A imagem mostra moedas empilhadas, uma calculadora, cédulas de real, gráficos financeiros, indicadores de crescimento e um caderno com relatórios. Ao fundo, aparece um prédio institucional desfocado com a bandeira do Brasil, simbolizando decisões econômicas, mercado financeiro, impostos, programas governamentais e economia popular. Design clean, moderno e voltado para conteúdos de notícias econômicas.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

O governo dos Estados Unidos deve anunciar nesta quarta-feira (15) se vai impor novas tarifas sobre produtos brasileiros. A decisão pode afetar US$ 15 bilhões em exportações do Brasil, incluindo cerca de 4,2 mil itens como ferro-gusa, molduras de madeira e álcool etílico.

As informações são da Agência Brasil.

O Brasil realizou nesta terça-feira (14) a quinta reunião com autoridades americanas desde maio para tentar evitar as sobretaxas. O encontro foi com Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) classificou as tarifas como injustas e sem fundamento técnico. Participaram também representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e da Assessoria Especial da Presidência da República.

Os americanos propõem duas sobretaxas: uma de 25% específica para produtos brasileiros e outra de 12,5% relacionada a investigação sobre trabalho forçado, que atinge outras 59 economias.

As tarifas decorrem de investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio. Os americanos acusam o Brasil de práticas prejudiciais em áreas como comércio digital, Pix, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou a manutenção do diálogo com Washington. Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que a posição americana ficou mais rígida nas últimas semanas, apesar de avanços nos primeiros meses de negociação.

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que aeronaves, produtos agropecuários e insumos industriais estão entre os bens que podem ser atingidos. O governo brasileiro não descarta adotar medidas de resposta caso as sobretaxas sejam confirmadas.

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