Supervisão do BC segue modelo internacional, diz Vargas

O arcabouço de supervisão do Banco Central segue o modelo suitability, uma tendência internacional implementada a partir da crise financeira internacional de 2008 que consiste em fiscalizar a venda não adequada de produtos aos clientes. A declaração é da chefe do Departamento de Supervisão de Conduta (Decon) do Banco Central, Andreia Vargas.

“A crise de 2008, sob o ponto de vista da supervisão, determinou o que acontece hoje no mundo em termos de regulação”, afirmou durante o 4º Congresso Internacional de Gestão de Riscos que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) realiza nesta terça-feira, 30 e na quarta-feira, 1º de outubro na capital paulista. De acordo com ela, antes da crise, as instituições financeiras em geral trabalhavam na supervisão prudencial e renegavam ao segundo plano a supervisão de conduta.

A supervisão prudencial consiste na solidez das entidades supervisionadas e do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Já a supervisão de conduta trata das operações negociais da entidade supervisionada. Após a crise, segundo Andreia, as instituições começaram a separar recursos humanos e materiais para integrar os dois tipos de supervisão. No caso do Brasil, ela afirma que o BC e a CVM têm sido ativos na normatização da prevenção de riscos e lavagem de dinheiro em que as instituições estão sujeitas.

“Assim o BC adotou medida de transparência e aumento da concorrência, criando em 2012 um departamento que trata da supervisão de conduta no âmbito da Diretoria de Fiscalização do banco”, afirmou.

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