Brasília – As contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central) resultaram, no mês de maio, em superávit primário (diferença de receitas e despesas sem contar o pagamento dos juros da dívida) de R$ 4,8 bilhões. Em abril, o superávit foi de R$ 14,4 bilhões.

Segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (27) pela Secretaria do Tesouro Nacional, "a expressiva redução" no saldo das contas públicas reflete, em parte, a redução no resultado do Tesouro Nacional, que diminuiu suas receitas e aumentou as despesas. Outro fator que fez o superávit menor foi a elevação no déficit da Previdência, em conseqüência da elevação do valor do salário mínimo.

A receita liquida total caiu de R$ 46,3 bilhões em abril para R$ 38,8 bilhões em maio. Já as despesas aumentaram de R$ 31,9 bilhões para R$ 33,4 bilhões.

O saldo dos cinco meses, no entanto, atingiu R$ 38,6 bilhões, valor R$ 6,1 bilhões acima do resultado obtido em igual período do ano passado. O resultado no ano corresponde a 3,86% do Produto Interno Bruto (PIB), "em linha com a meta" de superávit primário estabelecida para o período, segundo o relatório.