O candidato à presidência do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), Haruhiko Kuroda, afirmou neste domingo em um audiência de confirmação na Câmara Alta no Parlamento que ele fará o que for preciso para derrotar a deflação que já dura 15 anos no Japão e para alcançar a meta de inflação de 2% do BoJ.

“Já que o relaxamento monetário não tem sido suficiente, realizarei todas as medidas possíveis para alcançar a meta de inflação de 2% se aprovado como presidente”, disse Kuroda. Ele também afirmou que acabar com a deflação é o maior desafio do banco central e a comunicação com os mercados é essencial.

Na semana passada, Kuroda já havia se apresentado a uma audiência de confirmação na Câmara Baixa do Parlamento.

Ao mesmo tempo em que ele ressaltou que um relaxamento monetário adicional é necessário, Kuroda foi cauteloso sobre a ideia de reduzir os juros pagos sobre as reservas em excesso que os bancos comerciais depositam no banco central.

“Há prós e contras” para essa opção, disse Kuroda, acrescentando que ele gostaria de debater o assunto no conselho de política monetária do banco central se ele for aprovado.

Sobre o câmbio, o candidato à presidência do BoJ afirmou que o iene está passando por uma correção após uma fase de apreciação excessiva no passado. No entanto, ele rejeitou a ideia de que as políticas do banco central são voltadas para a depreciação da moeda local, alegando que o câmbio deve refletir os fundamentos e deve ser determinado pelos mercados. Segundo ele, cabe ao governo determinar a política cambial.

Kuroda disse que não há necessidade para que o BoJ considere a compra de títulos estrangeiros. Por outro lado, de acordo com ele, um início antecipado da compra ilimitada (“open-ended”) de ativos deve ser analisado. As informações são da Dow Jones.