Os R$ 4,9 bilhões que o governo vai destinar para bancar a nova política de subsídio de diesel ficará fora do teto de gastos. O governo vai enviar ao Congresso Nacional um pedido de crédito extraordinário nesse valor. Esse tipo de suplementação orçamentária não entra no limite do teto de gasto segundo a emenda constitucional que trata do tema.

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Para isso, será necessário cancelar outras despesas previstas no mesmo valor, independentemente de margem fiscal. Esse cancelamento poderá ser, inclusive, de gastos que estão contingenciados.

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O governo prevê um gasto de R$ 700 milhões por mês, mas pedirá ao Congresso um limite global no valor total que banca o subsídio por sete meses até o final do mês.

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Apesar de ficar fora do teto, o gasto com o subsídio do diesel, que ressuscita a chamada conta petróleo, que vigorou entre 1997 e 2001, poderá exigir da equipe econômica um corte adicional de despesa se a meta fiscal de resultado primário estiver ameaçada.

A meta é de déficit de R$ 159 bilhões. O governo anunciou nesta semana uma liberação de R$ 2 bilhões para dar alívio aos ministérios com base no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesa do Orçamento, enviado dia 22 passado ao Congresso.