O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, retoma, na próxima semana, a negociação para abertura do mercado do México para carne suína e de frango, além de leite do Brasil. Ele estará no México entre os dias 31 de julho e 6 de agosto. Em relação à carne de frango, o México pediu ao Brasil informações sobre a situação sanitária do plantel nacional. Os mexicanos solicitaram dados complementares sobre o reconhecimento do Brasil como área livre de Gripe Aviária e da Doença de Newcastle Velogênica. A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do México avaliam os documentos enviados pelo Brasil desde 2006.

A intenção do México é reduzir sua dependência do produto fornecido pelos Estados Unidos. Os americanos fornecem 95% da carne mecanicamente separada de aves importada pelo México. Para reduzir a dependência, a Secretaria de Economia do México estaria concedendo cotas de importação de 80 mil toneladas do produto para países exportadores, com exceção dos Estados Unidos. A carne mecanicamente separada de aves, subproduto da desossa de carne de aves, seria utilizado na elaboração de produtos cárneos no México. Por se tratar de produto cru, a autorização para sua importação depende da análise de informações constantes dos questionários sobre Doença de Newcastle e Gripe Aviária.

Já no caso da carne suína, o Brasil acredita que o reconhecimento por parte da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) de Santa Catarina como área livre de febre aftosa sem vacinação, no mês de maio, poderá acelerar o processo. A expectativa é de autorização para exportação de carne fresca produzida no Estado.

Leita

Também há interesse do Brasil em abrir definitivamente o mercado de lácteos. Em 2005, o México concedeu habilitação provisória para dois laticínios brasileiros, mas o Serviço Nacional de Sanidade, Inocuidade e Qualidade Agroalimentar pediu informações complementares.

Posteriormente, o governo do México solicitou uma visita técnica para avaliar as condições das plantas industriais. Um roteiro tentativo foi encaminhado ao México no em outubro de 2006, mas os mexicanos ainda não se manifestaram.