Mais três empresas fecharam acordos ontem com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, na Campanha Salarial Emergencial, que reivindica a reposição inflacionária de 9,73% referente ao INPC acumulado de dezembro de 2002 a abril de 2003. A negociação encerrou as greves deflagradas na sexta-feira passada na Perfecta, na Cidade Industrial de Curitiba, e na última quarta na Kromberg & Schubert, em São José dos Pinhais.
Os 300 empregados da Perfecta receberam reajuste salarial de 9,73%; garantia de repasse do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) na próxima data-base, em dezembrol; redução da jornada de trabalho para 43 horas semanais em janeiro de 2004, com pagamento das horas excedentes até dezembro deste ano; abertura de negociação visando a implantação de Participação nos Lucros e Resultados; estabilidade de emprego para dirigentes sindicais; e pagamento da multa de 40% do FGTS em caso de demissão de aposentados. As horas paradas serão compensadas.
Na Kromberg, os 300 funcionários conquistaram correção salarial de 11,26%, garantia de reposição pelo INPC na próxima data-base e compromisso de apresentação de proposta de implantação de PLR até o final do mês. Na Moosmayer, não foi preciso fazer greve. Os trabalhadores receberão R$ 400 de abono, renovação por dois anos do acordo que estabelece jornada de trabalho de 42 horas semanais, garantia de repasse do INPC em dezembro, estabilidade sindical, pagamento da multa do FGTS para aposentados e implantação de PLR em janeiro de 2004.
Emergência
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos anunciou que a campanha salarial de emergência continua hoje, com negociações em mais empresas. O presidente da Fiep, José Carlos Gomes Carvalho, comentou ontem o movimento dos metalúrgicos. “Sou totalmente favorável à reposição salarial, porque ninguém come inflação futura, mas a antecipação é discutível. É negociação pura”.


