Siemens teve de pagar US$ 1,6 bilhão para encerrar caso

Os casos de empresas que não são americanas, pagaram propinas em países distantes dos Estados Unidos e têm sede em outro continente, mas que acabam sendo investigadas pelas autoridades do país têm sido cada dia mais comuns. Um caso emblemático foi da japonesa Olympus, acusada de promover orgias para médicos brasileiros incentivando-os a comprar seus equipamentos médicos. A empresa acabou com um processo de investigação no departamento de Justiça americano.

Mas um dos casos mais famosos foi o da empresa alemã Siemens, acusada de pagar propinas em diferentes países do mundo e que foi investigada entre os anos de 2007 e 2009.

O diretor de compliance da empresa, Wagner Giovanini, conta que todas as divisões da empresa no mundo foram investigadas, diretores e membros do conselho de administração foram demitidos e o caso terminou em um acordo de US$ 1,6 bilhão.

Mas a empresa não teve apenas que pagar a multa e a investigação como ainda teve que promover uma grande mudança nas suas regras para evitar corrupção. Hoje, segundo Giovanini, cada pessoa que assina um documento liberando pagamentos para qualquer empresa ou pessoa sabe que terá que responder por aquela assinatura.

Foram estas mudanças nas regras internas da empresa que acabaram desencadeando outro processo, o do caso do cartel do Metrô em São Paulo. Segundo Giovanini, um funcionário fez uma denúncia sobre um esquema que não envolvia o metrô, mas quando a empresa foi investigar o caso denunciado acabou se deparando com indícios de que havia irregularidades no caso da licitação paulista.

Após dois anos de investigação sem chegar a provas concretas, a empresa decidiu encaminhar os indícios que tinha ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), assinando um acordo de leniência. A partir disso o caso começou a ser investigado pelas autoridades brasileiras. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Grupos de WhatsApp da Tribuna
Receba Notícias no seu WhatsApp!
Receba as notícias do seu bairro e do seu time pelo WhatsApp.
Participe dos Grupos da Tribuna
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.