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Competição faz setor
se preocupar com consumidor.

Cada vez mais modernos e estruturados, os shoppings de bairro se tornam referência de boas compras para os moradores dos arredores. Mas para driblar a concorrência e atender bem a vizinhança, esses centros comerciais estão criando vários atrativos para o consumidor. Além do mix diferenciado de lojas, eles têm investido bastante na área lazer, com a abertura de salas de cinema e novidades na praça de alimentação.

Um exemplo claro disso é o Shopping Total, localizado no bairro Portão, que acabou de ampliar a sua praça de alimentação para atender a demanda de clientes. Com a reforma, o setor passa a abrigar quase o dobro de lojas de gastronomia e a capacidade passou de 300 para 500 pessoas.

O número crescente de shoppings centers faz com que a direção dos grandes centros comerciais passe a olhar mais para o consumidor. De acordo com a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), no Paraná existem 52 shoppings, entre ativos, em projeto e em obras. Diante disso, a tendência atual do mercado passa a ser a regionalização.

As opções dos shoppings de bairro são cada vez maiores para os moradores, que têm atrativos para evitar o deslocamento para o centro da cidade ou para outros locais de compras. O Shopping Total está há sete anos no mercado e conta com cerca de 300 lojas. Para os visitantes, a proximidade e o baixo custo fazem a diferença. "Aqui os clientes encontram várias opções de vestuário, perfumaria e eletrônicos, por um preço bem mais atrativo que os grandes centros", diz o sócio-proprietário Eduardo Bekin.

Segundo o presidente da Câmara Setorial de Shoppings Centers da ACP (Associação Comercial do Paraná) e diretor de marketing do Grupo PolloShop, Ivo Petris, esta expansão dos shoppings se deve ao fato do consumidor poder centralizar as compras e demais atividades em um único lugar. "Isso gera agilidade e economia de tempo para o cliente, sem contar a segurança e facilidade de estacionamento", destaca.

Curitiba é a capital que apresenta o maior número de shoppings por habitante no país e a concorrência tende a aumentar. Estão em andamento projetos para construção de mais oito estabelecimentos, o que pode acirrar ainda mais a disputa no mercado. "O crescimento terá como resultado a segmentação do público e uma regionalização ainda maior", garante Petris.

Investimentos

Para 2005, o Shopping Total pretende investir 15 milhões, principalmente na ampliação das instalações. A estimativa é que sejam criados 1.500 empregos diretos e mais 3 mil indiretos, para a construção de um novo estacionamento de quatro andares, com capacidade para mais de 600 veículos, seis salas de cinema e um novo espaço para receber grandes redes do setor varejista.

Pioneiro na área de shopping de desconto, o PolloShop, que está há nove anos no mercado, também pretende ampliar a sua estrutura no próximo ano. Para isso, depende da liberação do espaço vizinho. De acordo com Ivo Petris, o projeto é aumentar o número de lojas e a capacidade do estacionamento. Atualmente o centro comercial conta com 230 lojas.