A Shein abre capital na bolsa de valores nesta terça-feira, 1º de setembro, em uma operação que deve render bilhões de dólares à gigante chinesa. O movimento acontece enquanto o varejo brasileiro enfrenta juros altos, crédito caro e uma onda de recuperações judiciais. As informações são da Gazeta do Povo.

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A captação de recursos pode ampliar a vantagem da Shein sobre empresas nacionais em preço, variedade, tecnologia e velocidade de entrega. Plataformas chinesas como Shein, Shopee e TikTok já respondem por 41,5% do comércio eletrônico brasileiro em 2025, enquanto varejistas tradicionais perdem espaço no mercado.

Dinheiro novo permite expansão em várias frentes

O reforço no caixa pode ser usado pela Shein para investir em distribuição, publicidade, produção local e atração de vendedores brasileiros. Para o professor de Economia da UFMS Odirlei Dal Moro, a abertura de capital vai dar à empresa uma capacidade competitiva muito grande, forçando outras companhias a se fundirem ou se fortalecerem.

Os segmentos mais vulneráveis são aqueles expostos ao comércio digital e produtos de baixo custo, como vestuário, calçados, acessórios e cosméticos. A economista Cristiane Mancini destaca que empresas brasileiras não conseguem competir em investimentos porque a taxa de juros está em 14%, enquanto a Shein capta recursos no exterior a custos menores.

Varejistas brasileiras buscam diferenciação para sobreviver

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A Shein já adota estratégias para reduzir obstáculos no Brasil, com produção local, centros de distribuição e marketplace para vendedores nacionais. Especialistas apontam que a saída para empresas brasileiras passa por diferenciação: marca, qualidade, conhecimento do consumidor local e integração entre lojas físicas e canais digitais.

Para o consumidor, a concorrência pode resultar em preços menores e maior variedade. Porém, Cristiane alerta que a facilidade de compra pode ampliar o endividamento das famílias, que em julho alcançou recorde histórico. A especialista acredita que haverá uma alteração completa da forma de se fazer negócio no varejo brasileiro.

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