Setores prejudicados pelo câmbio terão R$ 3 bilhões

O Ministério da Fazenda divulgou as medidas de fortalecimento industrial dos setores intensivos de mão-de-obra, que têm sido os mais prejudicados pela "sobrevalorização cambial", conforme consta do texto divulgado para a imprensa.

A primeira medida anunciada foi na área de crédito, com o Programa Revitaliza. Ele consiste na criação de três linhas especiais de financiamento com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e equalização de taxas de juros pelo Tesouro Nacional.

As linhas vão contemplar capital de giro, investimento e exportação (pré-embarque). O valor total das linhas é de R$ 3 bilhões, sendo R$ 1 bilhão do FAT-Giro Setorial, a ser contratado até dezembro deste ano. Serão beneficiadas pela medida as empresas dos setores de calçados, artefatos de couro, têxtil, confecções e móveis, com faturamento anual de até R$ 300 milhões.

Segundo a nota da Fazenda, as linhas de crédito terão bônus de adimplência de 20% sobre os juros cobrados nos empréstimos. A taxa de juros na linha de capital de giro é de 8,5% ao ano, com prazo de 36 meses e carência de até 18 meses. A de investimento terá taxa de 7% ao ano, com prazo de até oito anos e carência de até três anos. A linha para exportação tem previsão de taxa de 7%, com prazo de até 36 meses e carência de 18 meses.

A estimativa do custo de equalização das taxas que será bancado pelo Tesouro é de R$ 407 milhões.

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