O setor de serviços registrou queda de 0,4% em maio na comparação com abril, puxado pelo desempenho negativo dos transportes. O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetavam variação entre -0,3% e 0,6%.

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As informações são da Agência Brasil.

Na comparação com maio do ano passado, o setor cresceu 0,4%. De janeiro a maio, avançou 1,9% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado de 12 meses, a alta é de 2,6%, abaixo dos 2,9% registrados em abril.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor reúne atividades como turismo, restaurantes, salão de beleza, internet e tecnologia da informação.

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Com os resultados de maio, o setor fica 19,6% acima do nível pré-pandemia de covid-19 e 0,5% abaixo do maior nível já registrado, que pertence a outubro de 2025.

A queda dos transportes foi o que mais puxou o setor para baixo em maio porque o item tem peso de um terço na pesquisa. Houve menor receita das empresas de transporte aéreo de passageiros, transporte rodoviário de carga e de logística.

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O volume de transporte de passageiros recuou 1,3% na comparação com abril. Já o transporte de cargas teve variação negativa de 0,2%.

Dos cinco grupos de atividades pesquisadas, dois apresentaram queda. Serviços prestados às famílias subiram 0,2%, serviços de informação e comunicação ficaram estáveis, e serviços profissionais e administrativos avançaram 2%. Transportes caíram 1% e outros serviços recuaram 1,9%.

O analista da pesquisa, Rodrigo Lobo, destaca que os serviços às famílias alcançaram o maior patamar desde dezembro de 2014, impulsionados por desemprego baixo, massa de rendimentos elevada e nível de preços controlado.

O índice de atividades turísticas também recuou 0,4% em maio na comparação com abril. No acumulado de 12 meses, há expansão de 1,7%. As atividades de turismo ficam 10,8% acima do patamar pré-pandemia e 2,5% abaixo do maior nível já alcançado, em dezembro de 2024.