O segmento atacadista e distribuidor faturou R$ 178,5 bilhões em 2012, alta real de 2,5%, deflacionado pelo Índice Nacional de Preços Acumulado (IPCA). Em termos nominais, o avanço foi de 8,5%. Os números, divulgados nesta segunda-feira, 29, são da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad) e fazem parte do Ranking Abad/Nielsen 2013 – base 2012, com 471 participantes, que representam quase 40% do segmento.

Segundo a associação, o mercado de consumo no ano passado gerou uma receita de R$ 344,1 bilhões e, com o resultado, o segmento atacadista e distribuidor respondeu por 51,9% da movimentação dos itens de consumo básico das famílias. “Com isso, a participação dos agentes de distribuição no mercado mercearil permanece acima dos 50% pelo oitavo ano consecutivo”, informou a Abad. Em 2011, o segmento atacadista distribuidor cresceu 2,2% (8,8% nominais) sobre 2010 e atingiu faturamento de R$ 164,5 bilhões, equivalentes a 51,8% de um mercado de consumo que, naquele ano, representou uma receita de R$ 317,6 bilhões.

Na apuração do ranking de 2012 (base 2011), 83% dos entrevistados esperavam aumentar seu faturamento em 2012. O bom desempenho do ano passado reflete, diz a Abad, o crescimento mais acentuado dos atacados médios, acompanhando a evolução dos supermercados da mesma categoria nas cidades de médio porte no interior dos Estados mais desenvolvidos e nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O movimento consolida a tendência de regionalização observada nos últimos anos.

Para 2013, a perspectiva da Abad para crescimento do faturamento é “ainda mais otimista do que no ano passado”, mas a associação não citou um porcentual no material. Esse cenário considera os sinais de desaceleração econômica, o atual portfólio do setor – que inclui itens de consumo essencial como alimentos e produtos de cuidados pessoais e limpeza doméstica – e os recentes movimentos de desoneração realizados pelo governo.