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Economia

Servidores federais marcam primeira greve nacional

  • Por Redação O Estado Do Paraná

O governo do PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai passar pelo primeiro teste de fogo dentro de poucos dias. Os servidores públicos federais, coordenados pela CNESF (Coordenação Nacional das Entidades dos Servidores Federais) – fórum composto por 11 entidades sindicais que reúnem cerca de 800 mil servidores públicos do País – comandará uma greve de 24 horas no próximo dia 8 de abril.

O objetivo da paralisação relâmpago é alertar o governo sobre o risco de uma paralisação por tempo indeterminado caso o Executivo insista na tramitação do PL-9 (projeto de lei número 9, do governo Fernando Henrique Cardoso, que prevê a criação de fundos de previdência complementar para futuros servidores) no Congresso Nacional.

“Será um dia nacional de luta em defesa da Previdência. Estamos chamando para a mobilização também servidores estaduais e municipais e trabalhadores da iniciativa privada”, disse o representante dos servidores do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na coordenação, Paulo Barela.

No final de fevereiro, o governo abriu um canal de negociações com os servidores públicos em uma reunião que contou com a presença de seis ministros de peso do governo Luiz Inácio Lula da Silva.

Na saída do encontro, os sindicalistas afastaram a possibilidade de greve, mesmo tendo ouvido dos representantes do governo que o reajuste salarial deste ano não passará de 4%.

CUT

A paralisação de 24 horas foi aprovada com o apoio unânime de dez entidades que participaram de reunião plenária da CNESF.

Quase todas elas são ligadas à CUT (Central Única dos Trabalhadores). Na semana passada, o presidente da central, João Felício, disse que, dependendo das mudanças a serem feitas no PL-9, a entidade pode apoiar a votação do projeto.

Um dos pleitos da CUT na discussão da reforma da Previdência é elevar o teto para os benefícios de aposentadoria (o que inclui os novos servidores públicos, caso o PL-9 seja aprovado) dos atuais R$ 1.561 (equivalente a 7,8 salários mínimos) para 20 salários mínimos (R$ 4.000).

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