Parte dos servidores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) iniciou ontem mais uma greve pela implementação do plano de carreira que a categoria reivindica há quase dois anos.

De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência Social e Ação Social do Paraná (Sindprevs), apenas os servidores da superintendência de Curitiba e da agência de Ponta Grossa aderiram ao movimento.

A greve por tempo indeterminado é coordenada nacionalmente pela Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps).

Além da implantação de plano de carreira, a categoria também pede melhores condições de trabalho, a contratação de mais servidores e a criação de uma nova jornada de trabalho com atendimento ao público de 12 horas.

“São reivindicações para melhorar o atendimento à população e trazer justiça a uma categoria que foi totalmente abandonada pelo governo”, informou a Fenasps no site oficial da entidade na internet.

Na capital, o primeiro dia de greve teve adesão de cerca de 30% dos servidores, com exceção dos auditores. Já em Ponta Grossa, a adesão foi de 100% e a agência não funcionou.

Para a diretora da Secretaria Jurídica do Sindprevs, Jaqueline Mendes de Gusmão, a expectativa do sindicato é que a paralisação passe a ganhar corpo, com o número de adesões crescendo no decorrer do movimento. “O mais importante era a adesão dos servidores da capital. Com isso, acreditamos que o interior vai aderir à greve no embalo”, afirma.

A assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento informou que o órgão não deve se pronunciar por ora. Já o MTE não se manifestou até o fim desta edição.