A greve por tempo indeterminada realizada pelos servidores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no Paraná desde o último dia 6 de abril ganhou o reforço de servidores das agências de pelo menos mais dez estados, que aderiram ao movimento na segunda-feira. Ontem, os grevistas da superintendência de Curitiba decidiram manter a paralisação, em assembleia realizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social do Paraná (Sindprevs).

Dentre as reivindicações, a categoria pede a implantação de um novo plano de carreira, a contratação de mais servidores, a melhoria das condições de trabalho e a criação de uma nova jornada de trabalho com atendimento ao público de 12 horas.

De acordo com a Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), que coordena nacionalmente a paralisação, passaram a aderir à greve os servidores do MTE nos estados do Acre, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Sergipe e São Paulo.

No Paraná, já aderiram ao movimento os servidores das agências de Curitiba, Maringá, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu, sendo que nestas duas últimas agências a adesão foi total e os atendimentos ao público não estão sendo realizados. Na capital, cerca de 70% dos servidores cruzaram os braços e o atendimento já começa a ficar comprometido.

O MTE informou que todos os itens da pauta de reivindicações foram atendidos, com exceção do plano de carreira, para o qual o ministério não tem governança. O MTE ressaltou, inclusive, que chegou a realizar um fórum de Melhoria de Condições de Trabalho no mês de março. Já o Ministério do Planejamento, ao qual caberia o deferimento ou não da última reivindicação, ainda não se posicionou sobre o assunto.