A redução no ritmo de perdas acumuladas pelo setor de serviços aponta para uma recuperação gradual de longo prazo, segundo Roberto Saldanha, analista da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A taxa acumulada em 12 meses pelos serviços prestados no País passou de uma queda de 4,3% em setembro para um recuo de 3,7% em outubro, de acordo com os dados da Pesquisa Mensal de Serviços.

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“Você tem evidências de recuperação no longo prazo. No curto prazo, apesar de uma queda menos intensa, isso não deve ser visto como recuperação. A taxa acumulada em 12 meses mostra que a fase mais crítica já passou, mas tem ainda taxa negativa muito grande para voltar ao zero patamar de estabilidade”, afirmou Saldanha.

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O pesquisador lembra que os serviços são muito dependentes do setor industrial, empresarial e governos federal, estaduais e municipais. Uma recuperação maior do volume de serviços prestados está condicionada a um crescimento dos investimentos e da demanda empresarial e governamental, disse ele.

“O setor de serviços ainda não começou uma recuperação”, declarou Saldanha. “Já existe uma perspectiva sobre a retomada do setor de investimentos da área de petróleo e gás. Isso é muito positivo, não só para o Rio de Janeiro, mas para outros Estados que tem produção de petróleo expressiva. Ocorrendo essa retomada, a tendência é que se contratem mais empresas, tem um efeito em cadeia”, lembrou.

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A queda de 0,3% no volume de serviços prestados no País em outubro ante outubro de 2016 foi o melhor resultado registrado pela Pesquisa Mensal de Serviços desde março de 2015, quando houve avanço de 2,3%, conforme os dados do IBGE.

A redução no ritmo de perda, porém, se deu sobre uma base de comparação bastante deprimida. Em outubro de 2016, os serviços recuaram 7,6% ante o mesmo período do ano anterior, a maior perda da série histórica da pesquisa. Em outubro de 2015, a queda já tinha sido de 5,8%.

“Os serviços estão no mesmo patamar de faturamento de outubro de 2016. Tem que ter certo cuidado em afirmar que essa queda menor é um sinal de recuperação”, alertou Roberto Saldanha.

Em relação a outubro do ano passado, a alta de 8,4% registrada pelos Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correios evitou uma queda maior na média global dos serviços em outubro deste ano. Os Serviços prestados às famílias tiveram expansão de 0,5%, enquanto os Serviços de informação e comunicação (-2,1%) e Serviços profissionais, administrativos e complementares (-6,4%) impactaram negativamente o setor como um todo. O setor de Outros serviços teve um recuo de 5,0% em outubro ante outubro de 2016.

O agregado das Atividades turísticas registrou redução de 7,3%.