Rio de Janeiro – Enquanto a indústria investiu em média 2,8% do seu faturamento em inovação, em 2005, empresas de serviços de alta tecnologia nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, telecomunicações e informática empregaram em média 5,9% da sua receita com esse objetivo. 

De acordo com a Pesquisa de Inovação Tecnológica divulgada nesta terça-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as empresas de pesquisa e desenvolvimento, por sua própria natureza, registraram a maior taxa de inovação entre as 33 atividades industriais e quatro segmentos de serviços analisados: investiram cerca de 63,07% dos recursos disponíveis.

O segmento que mais se beneficiou dos incentivos do governo para a inovação ? como a Lei de Informática, a Lei de Pesquisa e Desenvolvimento e financiamentos para a compra de máquinas e equipamentos ? foi o composto por 42 instituições ligadas à administração pública e entidades sem fins lucrativos. Cerca de 90% delas receberam apoio governamental

Na área de informática, a taxa de inovação ficou em 68,9% das cerca de 3,8 mil empresas pesquisadas, com investimento médio de 5,9% da receita. Nas que trabalham com consultoria de softwares, a taxa de inovação chegou a 77,9% no ano passado.

Já para a área de telecomunicações, a taxa média do faturamento empregada em inovação ficou em 3,3%, destinada principalmente para obter mais rapidez nas conexões, aumentar as possibilidades da convergência entre tecnologias e criar dispositivos de comunicação mais flexíveis. Das 393 empresas pesquisadas, cerca de 45,9% apresentaram algum tipo de inovação em 2005.