O número de empresas que requisitaram falência entre janeiro e julho de 2011 no País caiu 6,45% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com levantamento divulgado hoje pela Serasa Experian. No período, os requerimentos recuaram de 1.116 para 1.044, dos quais 694 vieram de micro e pequenas empresas, 226 de médias e 124 de grandes empresas.

A pesquisa também mostra queda de 16% no número de falências decretadas entre janeiro e julho de 2011 em relação ao mesmo período de 2010. No período, os avisos de falência caíram de 450 para 378, dos quais 340 foram de micro e pequenas empresas, 25 de médias, 13 de grandes.

Na avaliação dos economistas da Serasa Experian, o recuo nos pedidos e decretos de falência são reflexo de dois momentos distintos da economia. No começo de 2010, segundo a Serasa Experian, as empresas ainda tinham problemas na busca por crédito, em decorrência da crise financeira global do final de 2008. No acumulado de 2011, mesmo com os efeitos da política monetária restritiva, para controle da inflação, a demanda das empresas por crédito normalizou-se, afirma a entidade, em nota divulgada à imprensa.

Já na comparação mensal, o número de falências requeridas subiu de 139 em junho para 167 em julho. No mesmo período, as falências decretadas avançaram de 53 para 64. Para a Serasa Experian esse avanço é decorrente da política monetária para controle da inflação, que está fundamentada na elevação dos juros, nas restrições ao crédito e na gradual desaceleração econômica.