Economia

Senado aprova fim da taxa das blusinhas em compras internacionais

Uma imagem de close-up foca nas mãos centralizadas de uma feirante de meia-idade e de um cliente idoso em uma feira de rua brasileira ao ar livre e movimentada. A feirante, com um avental floral, está colocando várias notas de Real brasileiro usadas de várias denominações (visíveis, mas ligeiramente desfocadas) diretamente na palma aberta e envelhecida do cliente. Suas mãos estão entrelaçadas, centralizadas na composição. A feirante olha para a transação com um sorriso gentil, enquanto o cliente idoso olha com uma expressão de satisfação. O fundo é um borrão quente e vibrante de atividades do mercado, barracas desfocadas com frutas e vegetais, outras pessoas e a luz do sol da tarde. A fotografia documental e autêntica tem grãos visíveis e profundidade de campo muito rasa, focando apenas no dinheiro e no ponto de contato das mãos. A iluminação é natural e quente.
Dinheiro Real mudando de mãos: Uma transação de mercado de rua captura o fluxo diário e a interação humana do comércio local. Foto: Imagem criada por Inteligência Artificial.

O Senado aprovou nesta quinta-feira (3) a medida provisória que acaba com a taxa das blusinhas. O texto foi aprovado por votação simbólica e segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta zera a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50 em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. As informações são da Agência Senado.

A Câmara dos Deputados havia aprovado a proposta mais cedo no mesmo dia. A medida tem forte apelo popular e é considerada uma das pautas prioritárias para a campanha de reeleição de Lula. A MP 1.357/2026 foi apresentada em maio deste ano.

Apesar da isenção do imposto de importação, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que é um tributo estadual, continua sendo cobrado. Para compras acima de US$ 50, a tributação de até 60% permanece, com desconto fixo de US$ 20.

A relatora na comissão mista, senadora Leila Barros (PDT-DF), incluiu no texto regras para fiscalização e transparência das plataformas de comércio eletrônico. O objetivo é combater fraudes e proteger o comércio local. O texto também prevê avaliação periódica dos efeitos da medida na economia brasileira.

A proposta aprovada traz isenção para medicamentos sem similar nacional destinados ao tratamento de doenças raras ou negligenciadas. Também estabelece medidas contra a venda de produtos ilegais.

O Ministério da Fazenda poderá estabelecer alíquotas diferentes conforme a forma de transporte da encomenda e a adesão da plataforma ao programa de conformidade da Receita Federal. As entregas podem ocorrer por meio de remessa postal (Correios) ou remessa expressa (empresas privadas).

O governo também poderá limitar a quantidade ou a frequência de uso da alíquota reduzida nas compras destinadas a pessoas físicas. Poderá ainda definir critérios para impedir o fracionamento artificial de remessas. A proposta permite usar a taxa de câmbio vigente na data da compra para calcular o valor das mercadorias.

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