Sem perigo de guerra petróleo reduz cotações

Sob a influência de três fatores que mexeram com a cotações nesta terça-feira, o preço do petróleo nos mercados internacionais acabou encerrando o dia em baixa menos expressiva do que aquela registrada no início dos negócios.

Além da aceitação pelo Iraque de inspeções da ONU sobre a eventual produção de armas de destruição em massa no país e da expectativa de que os países-membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) venham a decidir aumentar a produção da commodity na próxima reunião do cartel, quinta-feira – ambos fatores que pressionaram para baixo as cotações -, uma previsão de que as reservas de petróleo dos EUA devem apresentar queda na semana encerrada no dia 13 pressionou o mercado e fez a queda de preços desacelerar um pouco no fim do dia.

Em Londres, o barril de petróleo tipo Brent para entrega em novembro fechou cotado a US$ 28, uma queda de 1,82% em relação aos US$ 28,52 do fechamento de ontem. Durante o dia chegou a variar entre a mínima de US$ 27,27 (-4,38%) e a máxima de US$ 28,08 (-1,54%).

Em Nova York, o recuo ficou em 2,22% no fechamento, para US$ 29,01 o barril, depois da mínima de US$ 28,24 (-4,82%) e a máxima de US$ 29,60 (-0,24%).

Anteontem, o chanceler iraquiano Naji Sabri entregou à ONU uma carta aceitando a volta dos inspetores de armas ao país, o que afasta, pelo menos por ora, a possibilidade de uma guerra entre Estados Unidos e o Iraque.

O mercado confia no recuo do risco de um conflito armado, mesmo com o secretário do Tesouro dos EUA, Paul O?Neill, tendo afirmado ontem que Saddam Hussein deve deixar o governo do Iraque para que haja uma mudança de regime no país. ??É difícil acreditar que eles (o Iraque) vão finalmente fazer algo que deveriam ter feito após 16 violações de resoluções da ONU nos últimos dez anos??, disse O?Neill. ??Ele (Saddam Hussein) é comprovadamente um mentiroso, e nós vamos perceber se ele mudou??, acrescentou.

A expectativa em relação à reunião de amanhã da Opep também é grande. Analistas acreditam que o cartel, diante, inclusive, do recuo do Iraque no embate com os EUA, venha a decidir ampliar a produção do petróleo nos próximos meses. Maior oferta significa, diretamente, preços menores.

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