O governo deve fazer outros lançamentos de títulos no exterior até dezembro, apesar do agravamento da crise internacional. “Vamos fazer emissões neste ano, mas não há previsão de que ocorram nestes dias”, informou o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, durante evento nesta sexta-feira na sede da BM&FBovespa, na capital paulista.

Ele lembrou que, recentemente, as emissões externas feitas pela República pagaram as menores taxas de juros da história. “Fizemos uma emissão de 10 anos em dólares com uma taxa de 3,5%”, disse.

“Nossa aplicação lá fora é qualitativa, não tem objetivo de rolagem da dívida pública, pois foram importantes para criar uma curva soberana positiva”, afirmou Augustin. “Nossos títulos são usados para mostrar que somos um País seguro, com fundamentos sólidos.”

Ainda no evento, Augustin mencionou que o governo quer que os investidores estrangeiros apliquem recursos no Brasil e mantenham seus ativos no médio e longo prazos. “Investidor estrangeiro de curto prazo não é o que a gente gosta, pois ele traz volatilidade.” Ele ressaltou que a adoção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para aplicações em renda fixa de investidores internacionais foi uma medida que faz parte da estratégia de coibir o ingresso de capitais especulativos.

Segundo Augustin, apesar do recrudescimento da crise na Europa nas últimas semanas, a percepção para o País é muito boa. “No caso do Brasil, há total tranquilidade dos investidores. Não há forte saída (de recursos) com a volatilidade internacional.”