Segurança privada promete greve no Paraná

Os trabalhadores que atuam no transporte de valores no Paraná também decidiram entrar em greve. A decisão foi tomada na noite de quinta-feira durante assembléia da categoria, e segue a mesma decisão dos funcionários que fazem vigilância patrimonial. A paralisação dos dois segmentos está marcada para começar a zero hora do dia sete de fevereiro, um dia após o feriado de Carnaval. A intenção dos trabalhadores é afetar o funcionamento de setores como bancos e financeiras.

O diretor de comunicação do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região Ademir Pincheski afirmou que o principal motivo da greve dos trabalhadores é o reajuste salarial. Segundo ele as duas categorias estão reivindicando um reajuste de 10% – o índice representa o repasse do INPC do período, mais um aumento real de 5%. Além disso, os vigilantes querem um aumento no índice do adicional de risco, de 5,6% para 10%; e os trabalhadores do transporte de valores o fim do banco de horas extras. Atualmente, confirmou Pincheski, o piso salarial dos vigilantes é R$ 838 e dos transportadores R$ 1.250.

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná, Jéferson Nazário, o anúncio da greve traz preocupação, porém as empresas não teriam condições de melhorar a proposta apresentada aos trabalhadores. Segundo ele, as empresas ofereceram um reajuste salarial de 6,20%, que com outros benefícios como adicional de risco e vale-refeição, pode atingir 8%. Ademir Pincheski afirma que o índice é muito baixo se comparado com os 14% que o setor de segurança privada lucrou no ano passado.

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