A taxa de inadimplência das pessoas jurídicas apresentou elevação de 1,5% em 2007 em relação ao ano anterior. Já na comparação entre dezembro do ano passado e o mesmo mês de 2006, a inadimplência entre empresas apresentou queda de 5%. Ante novembro, o recuo foi de 0,3%. As informações são do Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica.

Segundo a entidade, o crescimento da inadimplência das pessoas jurídicas em 2007 é reflexo do aumento do endividamento das empresas. A Serasa explica que, no caso das micro e pequenas empresas, os juros ainda são elevados e o descompasso entre os prazos de financiamento do capital de giro e do crédito oferecido ao cliente tem criado problemas de fluxo de caixa. "Nesse caso, o maior acesso ao crédito, além da atuação como responsáveis por concessão de financiamentos, exige uma nova cultura voltada para a sobrevivência dessas empresas em um ambiente de crédito altamente competitivo", alerta o estudo.

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica aponta que, no ano passado, os títulos protestados lideraram o ranking de representatividade da inadimplência das empresas, com 40,7% de participação. Em 2006, este porcentual foi de 40,2%. Em seguida, aparecem os cheques sem fundos, com um peso de 38,2% na inadimplência das empresas em 2007, contra 39,7% em 2006. Na terceira colocação do ranking, apresentando seguidos avanços, estão as dívidas com os bancos. Segundo o estudo, em 2007, as pendências com as instituições financeiras representaram 21,1% da inadimplência das pessoas jurídicas. Já em 2006, corresponderam a 20,1%.

O valor médio dos títulos protestados em 2007 foi de R$ 1.479,34 o que representa um avanço de 5,6% na comparação com 2006. As dívidas com os bancos tiveram em 2007 valor médio de R$ 4.141,28 um aumento de 11,5% ante 2006. Já o valor médio dos cheques devolvidos, de R$ 1.174,08, representa uma queda de 4% em 2007 ante 2006, de acordo com a Serasa.