Brasília – O Conselho Monetário Nacional (CMN) obrigará os bancos a reduzir o número de tarifas, que pode ficar entre 20 e 25, e a padronizar a nomenclatura delas, para facilitar a comparação de preços pelo consumidor. A edição das novas regras foi confirmada nesta terça-feira (27) pelo secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Nelson Henrique Barbosa Filho, em audiência pública na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados.

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Segundo Barbosa Filho, as normas serão anunciadas após reunião extraordinária do CMN marcada para a próxima semana. Ele afirmou que as medidas ainda dependem de ajustes técnicos a serem definidos pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. ?Hoje não temos controle do que é cobrado, tal a diversidade de nomes e siglas de tarifas e serviços oferecidos pelos bancos?, admitiu o secretário.

Mais cedo, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, tinha afirmado que o assunto estava fora da pauta da reunião do CMN marcada para quinta-feira (29). Meirelles, no entanto, não tinha estimado uma data para a reunião extraordinária em que serão anunciadas as novas regras.

Durante a audiência, foram apresentados os resultados das atividades do grupo de trabalho que discutiu as tarifas bancárias nos últimos 90 dias. Além de membros da comissão da Câmara, o grupo tem representantes dos Ministérios da Fazenda, da Justiça, do Banco Central e do Ministério Público Federal.

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De acordo com o presidente da comissão, deputado Cezar Silvestri (PPS-PR), atualmente existem cerca de 80 tarifas bancárias, algumas até com grafia em inglês, cobradas dos correntistas, que representaram lucro de R$ 27 bilhões em 2006 e respondem por 100% das folhas de pagamento dos bancos.

Os parlamentares integrantes do grupo de trabalho reivindicaram a Barbosa Filho e ao diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, Alexandre Antonio Tombini, a extinção da Taxa de Abertura de Conta-Corrente (TAC). Para os empréstimos de curto prazo, que representam 98% das transações bancárias, também foi sugerido o fim da Taxa de Liquidação Antecipada (TLA). ?Em muitos casos, a TLA pode chegar a R$ 5 mil, o que inviabiliza o pagamento antecipado do débito", explicou.

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Os parlamentares sugeriram também que os bancos forneçam, anualmente, um extrato completo das tarifas cobradas de cada um dos cerca de 102 milhões de correntistas do sistema bancário.