Secretário acredita em acordo entre Brasil e EUA para acabar com bitributação

Brasília – Brasil e Estados Unidos devem chegar a um acordo pelo fim da bitributação (quando dois países submetem o mesmo contribuinte a um imposto da mesma espécie, por um mesmo produto.). A expectativa é do secretário de Comércio dos Estados Unidos, Carlos Gutierrez, que se encontrou nesta quarta-feira (10) com os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e da Fazenda, Guido Mantega.

De acordo com Gutierrez, o assunto deverá ser aprofundado amanhã (11), durante o Fórum de Altos Executivos de Empresas Brasil-Estados Unidos, que reunirá em Brasília 20 grandes empresários e representantes dos governos dos dois países. "O fato de termos um acordo sobre bitributação estimulará, ao longo do tempo, os investimentos em ambos os países. Isso fará com que os investidores fiquem mais à vontade para investir, porque poderão evitar a penalidade da bitributação", comentou.

A bitributação é uma das principais dificuldades que o empresariado brasileiro encontra para a promoção comercial entre os dois países. Por isso, embora não esteja na programação oficial, o tema será levantado pelos brasileiros.

"Há negociações que estão andando, e nós esperamos chegar a bom termo", afirmou o ministro Miguel Jorge.

A decisão de criar o grupo foi tomada pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e George Bush, durante encontro em março de 2007, em Camp David, nos Estados Unidos. O objetivo é promover um maior engajamento do setor privado no esforço conjunto dos dois países para fortalecer as relações econômicas e sociais.

Para Gutierrez, esse estreitamento entre Brasil e Estados Unidos trará mais oportunidades para a população dos dois países. "Podemos aumentar as nossas relações comerciais", disse Gutierrez, após afirmar que existem hoje intensas parcerias. "Vemos as necessidades e muitas oportunidades para fazer mais, criar empregos no Brasil, e criar mais oportunidades de investimento para os Estados Unidos".

O secretário norte-americano também comentou sobre a Rodada Doha, realizada em Genebra, na Suíça. Para ele, o Brasil deve tomar a posição de líder entre os países emergentes e capitanear um acordo.  "O Brasil tem uma liderança muito grande sobre os países em desenvolvimento e não pode perder essa oportunidade".

Para ele, a Rodada Doha é uma oportunidade para diminuir as desigualdades regionais. "Não podemos perder essa oportunidade, que é única. Esperamos que as decisões sejam tomadas, e os Estados Unidos vêem que existe um potencial e uma oportunidade nunca vistos em toda uma geração, que não podemos perder".

Quanto à sobretaxa cobrada sobre o etanol brasileiro ? medida aprovada recentemente pelo Senado norte-americano -, Gutierrez disse que foi "uma decisão parlamentar", mas que o  governo está trabalhando para que o álcool combustível se torne uma industrial globalizada. "O que fazemos nesse ínterim é muito importante. A gente trabalha para elaborar normas para contribuir com o desenvolvimento de um ramo industrial global para o álcool combustível. Buscamos desenvolver normas e padrões para que este setor venha um dia a representar uma indústria em escala mundial."

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