A venda de imóveis novos na capital paulista recuou 34,6% em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, passando de 2.858 para 1.869 imóveis, segundo pesquisa divulgada hoje pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais de São Paulo (Secovi-SP). Em relação a janeiro, no entanto, foi apurada expansão de 125,2%.

Os lançamentos aumentaram 76,5% em fevereiro ante o mesmo mês de 2010 e 383% ante janeiro deste ano, somando 2.902 unidades. Segundo Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, as medidas para frear a aceleração do crescimento do País e as tentativas de conter a entrada de recursos externos para limitar o crédito não atingiram o setor, que continua a registrar um volume considerável de financiamentos imobiliários.

De acordo com o Departamento de Economia e Estatística, responsável pela pesquisa, o indicador de Venda Sobre Oferta (VSO) acompanhou em fevereiro a evolução das vendas em unidades. Na comparação com igual período do ano anterior, o VSO médio da capital paulista desacelerou de 21,1% para 13,2%. No mês de janeiro, o indicador estava em 6,7%.

Em fevereiro, 86,4% das vendas na capital foram realizadas durante a fase de lançamento. O segmento dois dormitórios se manteve na liderança, respondendo por 41,6% do total comercializado no período, seguido pelos imóveis de três dormitórios, com 32,3%. Das unidades negociadas, 89,1% possuíam área útil de até 130 metros quadrados, sendo que as moradias com área entre 45 metros quadrados e 65 metros quadrados responderam por 38,8% do total comercializado.

Bimestre

No acumulado do bimestre, as vendas na capital caíram 38,2% na comparação com igual período do ano anterior, somando 2.699 unidades. Com isso, a velocidade de vendas desacelerou de 16,2% para 10%. Em nota, a entidade atribuiu a retração ao desempenho inexpressivo de janeiro e ao fato de que fevereiro não repetiu a performance mensal do ano anterior.

Segundo levantamento da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), foram lançadas 3.503 moradias na cidade no bimestre. O resultado representa um salto de 56,8% em relação a igual período do ano anterior e se deve ao volume considerável de produtos colocados no mercado em fevereiro.

Nos 12 meses encerrados em fevereiro, foram lançadas 38.573 unidades na capital paulista, o que indica uma alta de 20% ante o período de 12 meses anterior. Na opinião de Petrucci, ainda é prematuro afirmar que o desaquecimento nas vendas registrado no primeiro bimestre irá se consolidar nos próximos meses do ano. “Em março, além da influência do período de Carnaval, os resultados poderão não mostrar a desenvoltura dos anos anteriores”, pondera.

Região metropolitana

As vendas de imóveis novos na região metropolitana de São Paulo somaram 3.728 unidades em fevereiro, mostrando queda de 31,7% em relação ao mesmo período do ano anterior e alta de 47,1% ante janeiro, de acordo com levantamento mensal do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).

Do total comercializado na região, 50,1% ficou concentrado na cidade de São Paulo. Segundo a entidade, a performance reflete a nova condição do município, que chegou a representar mais de 70% das vendas até 2005, mas perdeu espaço para cidades vizinhas, devido à escassez de terrenos que viabilizem empreendimentos dentro dos padrões urbanísticos impostos pela prefeitura.