O tempo seco no Paraná não deve mudar muito nos próximos cinco dias. Em grande parte do Estado não chove há mais de três meses e a seca está prejudicando as plantações, causando um prejuízo de R$ 1,1 bilhão para a economia paranaense.

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No caso da soja, a queda na produção chegou a 16%. A safra será de dois milhões de toneladas menor que a expectativa inicial, sendo a perda mais significativa para o Estado. Outras plantações também foram muito afetadas como a do milho, feijão, arroz e algodão.

Segundo o Simepar, há dez anos que o Paraná não passa por uma escassez de chuva como essa. Em Toledo, por exemplo, em 26 dias choveu 5,5 milímetros, o que é insignificante, pois a média para o mês de fevereiro é de 170 milímetros.

Segundo a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), as regiões mais críticas são Francisco Beltrão, Guarapuava, Jacarezinho e Ponta Grossa. Francisco Beltrão é a mais atingida pela seca, com 46% de perda na produtividade agrícola.

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A região já está com racionamento de água, não somente na área rural mas na urbana também. ?Algumas regiões estão perdendo e outras estão ganhando. Cascavel, por exemplo, plantou o milho antes da estiagem e teve um aumento de 8% na sua produtividade?, diz o chefe do setor de Previsão de Safras do Seab, Dirlei Antonio Manfio. Outras regiões também plantaram mais cedo quando as lavouras encontravam-se nas fases de floração-frutificação, favorecendo assim suas plantações. São elas, Pato Branco, Umuarama, Apucarana, Campo Mourão e Toledo. (Cláudia Pimentel Slaviero)