O banco Santander pretende adotar a estratégia de marca única no Brasil, segundo comunicado enviado aos acionistas na Espanha. Com isso, a instituição deverá extinguir a bandeira ABN Amro Real no País, assim como fez com a tradicional marca Banespa. Apesar disso, a bandeira Real continuará a ser utilizada enquanto durar a integração das operações, estimada para ocorrer em três anos. Durante esse período, serão mantidas separadas as estruturas comerciais das instituições.
O banco destaca que, na maioria dos processos de integração bancária na América Latina, manteve marcas distintas por um período relativamente longo. Segundo o banco espanhol, apenas agora as instituições que possui no México, Chile e Brasil convergem para uma única bandeira: Santander. Tal estratégia não se limita à América Latina, estendendo-se, em regra, a todos os mercados em que o grupo opera. De acordo com o banco, há pouquíssimas exceções, como o Banesto e o Banif na Espanha.
No comunicado aos acionistas, o Santander ressalta que ficará com os seguintes negócios do ABN Amro: unidades latino-americanas, em que se destaca o Real, no Brasil; a Banca Antonveneta na Itália; e o Interbank y DMC Consumer Finance, instituição especializada em crédito ao consumo na Holanda. Por esses ativos, pagará 19,9 bilhões, o que corresponde a 27,9% da oferta total que o consórcio formado por Royal Bank of Scotland Group (RBS), Fortis e Santander fez pelos ativos do grupo holandês ABN Amro. O Santander espera financiar 51% do total a ser pago.
Segundo o banco espanhol, confirmada a vitória do consórcio, começará uma reestruturação do ABN, incluindo a divisão dos ativos. Por um período transitório para a reestruturação, o ABN Amro será uma unidade do RBS e propriedade conjunta dos bancos por meio de uma sociedade a ser constituída para essa operação: a RFS Holding. O RBS, líder do consórcio, coordenará a reorganização.