Santa Catarina assumiu a primeira posição no Ranking de Competitividade dos Estados 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) com a Tendências Consultoria. São Paulo, que liderava há 14 edições consecutivas, caiu para o segundo lugar. O Paraná manteve a terceira colocação, enquanto o Rio Grande do Sul subiu para a quarta posição. As informações são da Gazeta do Povo.
O ranking avalia dez pilares: infraestrutura, sustentabilidade social, segurança pública, educação, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, capital humano, sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e inovação. O objetivo é comparar a capacidade dos estados de atrair investimentos e oferecer serviços públicos. O levantamento dá mais peso para segurança pública, sustentabilidade social, infraestrutura e educação.
A distância entre os dois primeiros colocados vinha diminuindo. Em 2023, São Paulo tinha vantagem de 5,6 pontos sobre Santa Catarina. A diferença caiu para 2,7 pontos em 2024 e para 1 ponto em 2025. Agora, Santa Catarina tem vantagem de 6,4 pontos sobre o estado paulista.
Santa Catarina avança em educação e eficiência pública
A ascensão catarinense foi impulsionada por avanços em várias áreas. Em educação, o estado ganhou sete posições, com destaque para o avanço de 23 colocações no indicador de avaliação educacional. Santa Catarina também subiu sete posições em eficiência da máquina pública, com ganhos de 17 posições no equilíbrio de gênero no emprego público estadual.
Em solidez fiscal, o estado ganhou três posições, com melhora de dez colocações no indicador de sucesso do planejamento orçamentário. Santa Catarina também avançou três posições em sustentabilidade ambiental e duas em potencial de mercado. O estado lidera em sustentabilidade social, segurança pública e potencial de mercado.
São Paulo mantém liderança em áreas estratégicas
Apesar da queda para o segundo lugar, São Paulo continua em primeiro nos pilares de infraestrutura, educação e sustentabilidade ambiental. A perda da liderança geral foi influenciada por quedas relativas em cinco pilares. A maior ocorreu em eficiência da máquina pública, onde o estado caiu nove posições.
São Paulo também perdeu posições em capital humano, segurança pública, solidez fiscal e inovação. Entre os fatores estão quedas nos indicadores de equilíbrio de gênero na remuneração pública estadual e qualidade da informação contábil. O estudo alerta que a mudança deve ser interpretada com cuidado, pois o ranking mede posição relativa, não desempenho absoluto.
A nova edição reforça a concentração de estados do Sul e Sudeste nas primeiras posições. No Nordeste, o Ceará subiu três posições e chegou ao 11º lugar. No Norte, o Amazonas também avançou três posições, alcançando a 14ª colocação. Pará, Acre e Amapá permanecem nas três últimas posições.
