Funcionários e ex-colaboradores da empresa Autêntica Higienização reclamam do atraso no pagamento e das rescisões de contrato. Os trabalhadores são terceirizados em órgãos públicos e denunciam que não conseguem contato com a empresa para saber os motivos do atraso. Os funcionários seguem trabalhando, apesar do problema.

A copeira Vera Lúcia de Souza, que se desligou da empresa no final de setembro, reclama que até agora não recebeu o último salário e a rescisão de contrato. “O pagamento do mês de setembro deveria ter ocorrido no dia 5 e só aconteceu no dia 20. E agora estamos sem o salário de outubro e eu não recebi a rescisão. Também não deram baixa na carteira de trabalho”, afirma.

De acordo com a copeira,há dificuldade em fazer contato com funcionários dos setores administrativo e financeiro da empresa. Quando consegue, não há definição. “Não querem me atender. Estou no prazo limite para receber a rescisão. Sou mãe e pai de família. Não tenho dinheiro para pagar as contas e até para a comida”, comenta Vera.

Bloqueio

Funcionários que permanecem ligados à Autêntica Higienização confirmaram que o pagamento está atrasado e esta não seria a primeira vez que o salário atrasa. Em alguns casos seria de dois meses. Os funcionários vão direto para os locais de trabalho designados pela Autêntica Higienização.

Edson Zanini, coordenador da empresa, confirma que houve atraso no pagamento. Ele garante que a situação deve ser regularizada até hoje, incluindo o pagamento das rescisões de contratos. Zanini disse que a fatura para recebimento da empresa foi bloqueada por intermédio de um sindicato, causando o atraso no pagamento.

Sindicato cobra acerto de contas

A diretora-secretária do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de Curitiba e Região, Amélia Rodrigues, disse que as denúncias dos funcionários são procedentes. No dia 6 do mês passado, houve audiência para cobrar da empresa a homologação da rescisão de trabalho de duas funcionárias. “Uma das rescisões não foi homologada porque a funcionária disse que os valores estavam abaixo do que tinha direito”, explicou.

Por causa dos problemas, o Siemaco solicitou fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) no dia 18 de julho. Na terça-feira o fiscal entregou o relatório da Autêntica, citando que a empresa pediu prazo duas vezes para resolver as pendências, mas não cumpriu. “Na terceira vez que o fiscal retornou lá, encontrou a empresa fechada, apenas com uma pessoa cuidando e esta pessoa não sabia dizer o que ocasionou a mudança brusca de endereço”, relatou Amélia.

Agora, o Siemaco está tentando localizar a nova sede da Autêntica. No endereço antigo – Rua Antônio Meireles Sobrinho -funciona atualmente uma empresa de eventos. O sindicato espera contar com um representante na mesa redonda convocada na SRTE, na segunda-feira, às 15h30.