Enquanto o emprego industrial ainda dá sinais de recuperação, os números gerais de Curitiba e Região Metropolitana mostram taxas bastante animadoras. A taxa de desemprego ficou em 5,5% em março, de acordo com pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O índice é o menor para o mês pelo menos desde 2003, quando a metodologia atual foi adotada.

Para o coordenador de pesquisas periódicas do Ipardes, Gino Schlesinger, a economia acelerada deste ano contribuiu para o índice. Além da taxa de desemprego baixa, ele ressalta o bom rendimento médio dos trabalhadores, que passou a R$ 1.487,50. O valor é o segundo maior em comparação com outras seis capitais brasileiras pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sob o mesmo método. Fica atrás apenas da Grande São Paulo.

A qualidade da ocupação em Curitiba e Região também melhorou de março de 2009 para o mesmo mês deste ano, destaca Schlesinger: enquanto o número de trabalhadores sem carteira assinada ficou estável em 129 mil, a quantidade de empregados com carteira passou de 704 mil para 749 mil, aumentando 6,4%.

Entre os setores pesquisados, o especialista destaca o de serviços domésticos, que ocupou mais 101 mil pessoas (18,3%) na região, na comparação com março do ano passado. “Foi uma recuperação grande. O setor foi um dos mais afetados pela crise, muito talvez pelo fato da classe média ter sido bastante afetada, em 2009”, analisa.