A Copa do Mundo começa amanhã e um dos eventos mais comuns será a confraternização regada a muito churrasco. Como os principais são as carnes e bebidas, quem é profissional da área calcula que os gastos ficam entre R$ 20 e R$ 30 por pessoa. Isso lançando mão de alguns macetes na hora na compra. Já os desavisados correm o risco de pagar bem mais pela mesma diversão.

O instrutor de gastronomia do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), José Adones Marcelino, explica que a vontade quase primitiva de se reunir ao redor do fogo é uma das razões do churrasco reinar absoluto entre as confraternizações. Por essa razão, ele acha que mesmo que a churrasqueira seja um modelo adaptado pra sacada do apartamento, não é recomendável assar carnes no forno e outras na churrasqueira. “Perde a graça e acaba sujando dois lugares, cozinha e sacada. O ideal é deixar a cozinha apenas para a guarnição”, avalia.

O gasto com carvão, cujo preço fica em torno de R$ 5 o pacote de cinco quilos, também deve ser levado em consideração. “Se a churrasqueira for boa e quem estiver manuseando souber mexer no carvão, um pacote de cinco quilos pode ser suficiente, dependendo da carne”, aponta.

Nesse sentido, a costela bovina, cujo quilo pode ser encontrado por menos de R$ 10 (veja gráfico), acaba perdendo força, já que para assá-la na brasa, em média, exige umas seis horas. “Para não queimar, ela é colocada a uma distância de 60 cm do braseiro, enquanto os cortes como o contra-filé, em fatias de 3 cm, ficam a uma distância de 30 cm do fogo e assam em minutos”, explica Marcelino.

Segundo ele, além do gasto com carvão, quem está pensando em organizar churrascos após o expediente deve abrir mão de opções que exigem muitas horas de fogo. “Todo mundo vai chegar com fome. Ou seja, não dá para escolher carnes muito demoradas, como a costela ou cortes de aves”, observa.

Escolhas inteligentes

De acordo com o churrasqueiro, dá para deixar todo mundo satisfeito definindo três tipos de carne. Por pessoa, a média é 350 gramas, sendo que mulheres normalmente não passam de 300g e homens beiram os 400g. Já as crianças não chegam a 200g.

O especialista alerta para as promoções relacionadas à picanha. “Em muitas promoções em que o quilo sai por um preço inferior a R$ 30, o consumidor está levando outras partes mais baratas junto à picanha”. Ele garante que trocar a picanha por um contra-filé sem osso garante elogios e um preço muito mais baixo.

Marcelino também indica as carnes embaladas a vácuo. “Há muitas promoções e o consumidor tem segurança da procedência, já que os produtos não são manipulados pelo açougue de um ou outro estabelecimento desconhecido”, esclarece.

Em relação às aves, ele explica que as asinhas de frango pré-preparadas não compensam. “O preferível é investir na coxa e sobrecoxa, que são saborosas, têm muita carne e bons preços”.

No grupo de carnes suínas, ele recomenda a bisteca, tanto para assar rápido, quanto pelo preço, pois dá para encontrá-las a partir de R$ 6. Quanto às linguiças, o quilo varia de R$ 9 a R$ 19. “As toscanas, mais baratas, agradam e não pesam tanto”.