O Paraná deverá colher 31,32 milhões de toneladas de grãos neste ano de 2008, conforme estimativa divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O número é cerca de 100 toneladas acima da previsão feita no mês anterior.
As geadas ocorridas em junho não foram tão drásticas com a produção e as perdas foram menores do que se esperava, informa o Instituto. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou levantamento simultâneo ao IBGE para a safra de grãos, apontando crescimento de 9% na produção do Estado.
A produção do Paraná – a maior do País – contribui com 21,6% da produção nacional de grãos que deve atingir 145,1 milhões de toneladas, segundo expectativa do IBGE.
Esse levantamento reflete um aumento de 9% em relação à produção de 2007, quando foram colhidas 133,1 milhões de toneladas e é maior em 1% à previsão feita em junho que era de 143,6 milhões de toneladas. E a área plantada esperada, de 47,3 milhões de hectares (cada hectare equivale a 10 mil metros quadrados), é 4,3% maior que a do ano passado.
Além de favorecer o desenvolvimento das lavouras de inverno, o clima atual é ideal para o plantio da safra de verão, que começa a ser cultivada a partir do mês que vem. A avaliação é do diretor de Logística e Gestão Empresarial da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Sílvio Porto.
Porto explicou que a estimativa para a safrinha de milho foi corrigida para 18,391 milhões de toneladas. No mês passado, a Conab havia reduzido as projeções de colheita para a segunda safra de milho para 17,612 milhões de toneladas, devido ao temor de quebra na produção por causa da possibilidade de geadas no Paraná, o que acabou não acontecendo.
O presidente da Conab, Wagner Rossi, lembrou que não houve grandes alterações nos números divulgados ontem na comparação com os dados de julho. Mas destacou que houve uma mudança rápida na variação dos preços dos produtos agrícolas, especialmente soja e milho, no mercado internacional. Essas oscilações, lembrou Rossi, já refletem no mercado interno.
Porto explicou, no entanto, que é preciso esperar um pouco mais para saber se o quadro de baixa vai se perpetuar. “Não tem explicação para a queda dos preços dos últimos dias. Alguns comentam que a queda do preços dos alimentos está relacionada ao recuo do preço do petróleo, mas vamos esperar para ver se a tendência se confirma”, afirmou.
Conforme o IBGE, o Paraná é líder na produção de milho, trigo, feijão da primeira safra e o segundo maior produtor de soja do País. A colheita da primeira safra já está concluída e a safra de inverno está se desenvolvendo bem.


