A produção de grãos no Brasil deve atingir 354,5 milhões de toneladas em 2026, um aumento de 2,4% em relação a 2025, quando foram colhidas 346,1 milhões de toneladas. O número é recorde na série histórica. As informações são da Agência Brasil.
Os dados fazem parte do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quinta-feira (15). Em relação à estimativa de agosto de 2026, a previsão ficou praticamente estável, com variação de 0,4%.
A área a ser colhida está estimada em 83,2 milhões de hectares, um crescimento de 2% na comparação com 2025, quando foram colhidos 81,6 milhões de hectares. Frente a agosto de 2026, a área aumentou 143.672 hectares, variação de 0,2%.
Arroz, milho e soja são os três principais produtos do grupo. Juntos, representam 93% da produção estimada e respondem por 87,3% da área a ser colhida.
Soja lidera crescimento
A produção de soja foi estimada em 175 milhões de toneladas, um aumento de 5,4% em relação ao ano anterior. A área a ser colhida cresceu 1,3%.
Para o milho, a estimativa ficou em 143,3 milhões de toneladas, 1,6 milhão de toneladas acima de 2025, avanço de 1,1%. A primeira safra deve atingir 29,7 milhões de toneladas, alta de 15,5%. Já a segunda safra foi estimada em 113,6 milhões de toneladas, queda de 2%.
A área a ser colhida de milho cresceu 2,5%, sendo 8% na primeira safra e 1,1% na segunda safra.
Arroz e trigo em queda
A produção de arroz em casca foi estimada em 11,2 milhões de toneladas, queda de 11,4% em relação a 2025. A área a ser colhida também diminuiu 12,6%.
O trigo deve ter produção de 5,9 milhões de toneladas em 2026, 24% a menos do que no ano anterior.
O algodão herbáceo em caroço ficou estimado em 9,5 milhões de toneladas, queda de 3,9%. Já o sorgo deve atingir 6 milhões de toneladas, alta de 11%. Para o feijão, a estimativa é de queda de 6,6% na produção.
