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| Soja, de novo, será um dos principais produtos a alavancar a produção de grãos. |
Rio (ABr) – As estimativas de agosto deste ano para a produção de grãos indicam que a safra de 2006 deverá ser 4,55% maior que a safra do ano passado, alcançando 117,6 milhões de toneladas, contra 112,5 milhões de 2005. O balanço foi divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no levantamento sistemático de produção agrícola.
Segundo a pesquisa, divulgada mensalmente, os destaques ficaram para o aumento de milho e de soja, dois produtos que, juntos, representam 80% da produção nacional de grãos. A soja, principal grão brasileiro, deve apresentar um ganho de produção de 2,5% neste ano, ou seja, 1,2 milhão de toneladas.
Segundo o coordenador da pesquisa, Paulo Renato Corrêa, o aumento pode ser explicado pelo fato de que, no ano passado, houve uma estiagem que prejudicou a produção desses produtos naquele período.
O resultado do milho deve ser ainda mais expressivo: a expectativa é de que a primeira safra apresente aumento de 16% e a segunda safra, de 34%. Além da estiagem, o bom desempenho do produto deve-se ao fato de que ele foi usado por muitos agricultores para substituir outras culturas em suas propriedades.
?Como a soja estava com um preço não muito satisfatório para eles e como há necessidade de fazer rotação de culturas, para evitar doenças, o milho ganhou um pouco da área de soja. Por outro lado, o preço do trigo também não estava muito satisfatório. Então, plantaram milho porque sabiam que não iam poder produzir trigo?, disse Corrêa.
Outro destaque do levantamento é a expectativa de aumento da produção de cana-de-açúcar, que deve alcançar 455 milhões de toneladas neste ano. O principal motivo, segundo o IBGE, é o aumento da demanda do álcool combustível no Brasil e das exportações para países que têm adicionado álcool anidro à gasolina.
O levantamento sistemático de produção agrícola é realizado mensalmente, com o objetivo de estimar qual será o volume da safra brasileira no final do ano e evitar surpresas para os produtores e os consumidores, no momento da consolidação da safra anual.
Descapitalização prejudica a colheita
Rio (AE) – A descapitalização dos produtores agrícolas do sul do País, por causa da quebra de safra naquela região no ano passado, deve impedir um maior crescimento no volume de grãos a ser colhido este ano, prevêem os técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na estimativa de safra para este ano, verificada no campo no mês de agosto, os dados são 0,28% menores do que na previsão realizada no mês anterior, passando 118,020 milhões de toneladas para 117,694 milhões de toneladas. Ainda assim, a estimativa para este ano é 4,55% superior à do ano passado (112,574 milhões).
Segundo o técnico do levantamento sistemático de produção agrícola do IBGE, Paulo Renato Correa, a safra de trigo nacional deverá ser melhor remunerada este ano, apesar da produção menor do que no ano passado. ?Houve uma elevação no preço do produto importado da Argentina, por novas tributações impostas naquele país e isso deve contribuir para a pequena safra de trigo deste ano?, considerou.
Ele lembrou ainda que a situação das colheitas do Sul do país só estará mais clara a partir do levantamento de setembro, quando serão incluídos os dados pós-geada e ainda já terá sido avaliado o impacto das chuvas do início de setembro naquela região. ?Poderemos verificar prejuízo principalmente na qualidade dos grãos, mais do que na quantidade. Isso pode diagnosticar uma alteração significativa?, comentou.