São Paulo – Ao contrário do que muitos pensam, o problema do desemprego entre jovens brasileiros pode não ser a falta da primeira oportunidade de trabalho. Um estudo desenvolvido no Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP mostra que, entre os anos de 1983 e 2002, houve grande rotatividade de jovens no mercado de trabalho.

“Este é o fenômeno causador dos altos índices de desemprego entre os mais jovens que, em 2001, chegou a 13,5%, mais que o dobro dos adultos, que foi de 5,2%”, informa a economista Priscilla Matias Flori.

Em sua pesquisa de mestrado Desemprego de jovens: um estudo sobre a dinâmica do mercado de trabalho juvenil brasileiro, Priscilla utilizou como base os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O objetivo era saber os motivos de uma taxa tão alta de desemprego, principalmente em relação aos adultos.

O desemprego foi decomposto em dois determinantes: a duração média no desemprego e a taxa de entrada no desemprego, que é a rotatividade no mercado de trabalho. A duração média no desemprego entre os jovens, segundo ela, é igual a dos adultos.