O Brasil foi o país que menos sofreu na recente turbulência no mercado financeiro internacional entre os 15 países emergentes acompanhados pelo banco americano JP Morgan. O indicador Embi (Emerging Markets Bond Index), calculado pelo banco americano, estava em 245 pontos-base no fim de 2005, praticamente igual aos níveis atuais. Já o risco Brasil, que afere o risco específico dos títulos do governo brasileiro no mercado secundário internacional, fechou ontem em 202 pontos-base, cerca de 109 pontos abaixo do observado naquele período.

Outro país que registrou ganhos expressivos na comparação com o fim de 2005 foi a Filipinas, em que o risco registrou queda de cerca de 60 pontos desde então, situando-se atualmente em cerca de 230 pontos-base. No fim de 2005, o risco Brasil estava em 311 pontos-base, e ontem estava em 202 pontos-base. Naquele período, o risco brasileiro estava pior do que a média dos outros emergentes, com um índice 26% acima do Embi total.

Atualmente o indicador brasileiro está cerca de 9% abaixo da média. Ou seja, os títulos brasileiros oferecem menos risco ao investidor do que a média dos papéis emitidos pelos governos dos demais países integrantes da "cesta" do JP Morgan, ao contrário do que era observado no fim de 2005. Isso mostra que, em termos relativos, o Brasil teve um ganho substancial em relação aos seus "concorrentes". Na América Latina foi o que registrou melhor performance. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.