O risco Brasil disparou 20,77% nesta quinta-feira (26), pressionado pela dramática queda dos mercados de ações globais, diante do forte aumento da aversão ao risco e crescentes preocupações relacionadas ao mercado hipotecário norte-americano de segunda linha (subprime).

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No fim da tarde, o risco Brasil, medido pelo índice Embi Plus, do banco de investimentos norte-americano JP Morgan, avançava 38 pontos, para 221 pontos-base.

Em Nova York, o índice Dow Jones chegou a cair 449 pontos na mínima do dia, mas fechou em queda de 311 pontos, ou 2,26%, enquanto o S&P-500 recuou 2,33%. Impulsionado pelo movimento de fuga para a qualidade, o juro do título norte-americano com vencimento em 10 anos caiu de 4,903% ontem para 4,785% hoje, nível mais baixo desde 21 de maio.

"Neste momento, o que estamos vendo é que está havendo uma reprecificação do risco", disse à Dow Jones Gunter Heiland, que supervisiona US$ 7,1 bilhões em ativos de renda fixa no JP Morgan Asset Management. "Contudo, eu não penso necessariamente que seja sobre o risco da dívida de mercados emergentes especificamente. É o risco de crédito no geral", acrescentou.

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O Embi (sigla em inglês para Índice de Títulos da Dívida de Mercados Emergentes) mede a diferença entre os juros pagos pelos títulos públicos dessas nações e os bônus emitidos pelo governo dos Estados Unidos, considerados os mais seguros do mercado. O risco Brasil em 221 pontos-base significa que os papéis brasileiros pagam de juros 2,21 pontos porcentuais mais que os títulos americanos emitidos para o mesmo período de vencimento.