O Rio deixou de contar com R$ 5,7 bilhões de compensações financeiras desde que o preço do petróleo iniciou trajetória descendente e a Petrobras entrou em crise financeira, de 2014 até o fim de 2016. A receita caiu de R$ 7,03 bilhões para R$ 1,3 bilhão, no período, pelas contas da secretaria estadual de Fazenda. Para tentar conter o rombo, reivindicava correção no royalty de 5% a 7%, mas teve suas expectativas frustradas ontem e vai recorrer ao STF.

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Após meses de disputa com as empresas petroleiras, que pagam royalty ao governo, novas regras de cálculo do royalty foram definidas em decreto do presidente Michel Temer. A avaliação do secretário fluminense da Casa Civil, Christino Áureo, é que, com a nova fórmula, em vez de arrecadar mais, a receita do Rio vai cair.

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O preço do petróleo utilizado para calcular a compensação financeira pela exploração dos recursos naturais passará a ser definido unicamente por uma cesta de óleos cotados no mercado internacional. Não será mais considerado o preço de venda do petróleo apresentado pelas empresas petroleiras em nota fiscal. “Corremos o risco de, pelo novo critério, o royalty não refletir mais o mercado”, disse Áureo.

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Para o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, ainda que o Rio recorra ao STF, a nova regra será implementada. “É uma orientação de política pública que a cada oito anos será revisitada.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.