Riachuelo: China é competitiva, mas têxtil importado não atende plenamente varejo

O presidente da varejista Riachuelo, Flávio Rocha, defendeu que a importação de itens de vestuário não é capaz de atender plenamente o varejo brasileiro. A uma plateia de empresários da indústria, ele considerou que a produção chinesa é altamente competitiva, mas não satisfaz a demanda dos varejistas por velocidade na disponibilização dos produtos nas lojas.

“A China é extremamente competitiva e o governo deu muito peso para a indústria têxtil, mas a China não consegue prover o que é mais importante na moda, que é a velocidade”, declarou o executivo.

Rocha defendeu a integração e o diálogo entre fornecedores nacionais e varejistas. Para ele, esse processo permite atender melhor à demanda dos consumidores.

Fast fashion

Durante o mesmo evento, o diretor da Bain&Company Alfredo Pinto apresentou um levantamento apontando que, no mundo, as empresas de vestuário com melhores resultados têm sido as que adotam o modelo do “fast fashion”, o qual prega agilidade na oferta de roupas com tendências de moda.

Rocha acrescentou que a Riachuelo tem investido no fast fashion por meio de um modelo integrado entre sua operação de varejo e a fabricação das peças pela Guararapes, a controladora da Riachuelo. “Eficiência se constrói no estreitamento da relação entre indústria e varejo”, concluiu.

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