Economia

Ri Happy pede recuperação extrajudicial com dívida de R$ 827 milhões

Imagem mostra notas de real em cima de uma mesa.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Pixabay/ Joel Santana

O Grupo Ri Happy entrou com pedido de recuperação extrajudicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo. O processo foi distribuído no domingo (18) e aguarda análise da juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira. A dívida total das empresas envolvidas ultrapassa R$ 827 milhões. As informações são da Gazeta do Povo.

O pedido inclui a própria Ri Happy e outras cinco empresas do grupo: PB Kids, Part Out Franquias, New Toys, Divertudo e Brincar Marcas e Participações. A recuperação extrajudicial permite que a empresa negocie diretamente com os credores e peça homologação do acordo à Justiça, de forma menos invasiva que a recuperação judicial.

Credores que representam R$ 308,8 milhões, ou 42,2% do total de débitos, já aderiram ao plano de recuperação. O grupo atribui a crise financeira aos efeitos da pandemia, ao aumento dos juros e à queda nas vendas no varejo.

Estrela também enfrenta crise financeira

Em maio deste ano, o Grupo Estrela entrou com pedido de recuperação judicial. A empresa incluiu no processo a fábrica, a distribuidora, a JM Plásticos, a Starcom do Nordeste, a Editora Estrela Cultural e a Estrela Beauty.

A empresa principal do grupo acumulou prejuízo de R$ 639 milhões até o primeiro semestre de 2025. A receita foi de R$ 9,33 milhões no período, mas os custos passaram de R$ 11,2 milhões. Mesmo vendendo todo o patrimônio, faltariam R$ 567,8 milhões para cobrir as dívidas. A companhia citou mudanças no comportamento de consumo, competição de alternativas digitais, aumento do custo de capital e restrições à obtenção de crédito como causas da crise.

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