A arrecadação de impostos e contribuições federais cobrados pela Receita Federal atingiu R$ 100,999 bilhões no mês passado, resultado recorde para meses de outubro. Houve alta real (com correção da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA) de 5,43% ante outubro de 2012. Em relação a setembro deste ano, a arrecadação de outubro apresentou uma alta real de 19,25%.

Segundo dados divulgados nesta terça-feira,19, a arrecadação das chamadas receitas administradas pela RF somou R$ 94,744 bilhões no mês. As demais receitas (taxas e contribuições recolhidas por outros órgãos) foram de R$ 6,254 bilhões. No acumulado do ano até outubro a arrecadação soma R$ 907,445 bilhões, uma alta real de 1,36% sobre o mesmo período do ano passado.

A arrecadação de outubro foi reforçada pelo aumento do pagamento de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O recolhimento destes tributos cresceu 9,96% e 13,05%, respectivamente, em relação a outubro de 2012. A maior contribuição foi das empresas submetidas ao regime de estimativa mensal.

A arrecadação de IPI cresceu 6% no período e de IPI automóveis, 45,21%. O Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) subiu 12,74% em outubro em relação ao mesmo período do ano passado. Por outro lado, caiu em 0,75% o pagamento de PIS/Pasep e em 0,98% a de Cofins.

O valor da arrecadação em outubro veio acima da mediana do AE Projeções, mas dentro do teto. As 12 instituições ouvidas apontaram que as expectativas eram de um valor de R$ 93,000 bilhões a R$ 101,500 bilhões para os cofres públicos. Com base na análise descritiva desse intervalo de previsões, a mediana para a arrecadação alcançou a marca de R$ 97,800 bilhões.