São Paulo – Faltou automóvel nas lojas em abril. A indústria automobilística não deu conta da demanda e as vendas caíram 7,3% na comparação com março. O mês passado também teve dois dias úteis menos que o anterior, contribuindo para a queda. Ainda assim, foi o segundo melhor abril da história do setor e 36,6% melhor que abril de 2006.
O mês fechou com 179.334 carros, comerciais leves, caminhões e ônibus vendidos. No quadrimestre, as vendas somaram 672.480 veículos, 22,5% mais que em igual período de 2006. A Fiat admitiu que a demanda está maior que a capacidade de oferta de alguns modelos. A empresa opera 24 horas desde dezembro na fábrica de Betim (MG), mas ainda há problemas pontuais. ?Se tivéssemos maior oferta, teríamos vendido mais?, disse o diretor-comercial, Lélio Ramos. A marca vendeu 41,2 mil veículos em abril, ante 46,8 mil em março.
A General Motors segue com fila de espera para os modelos Prisma e Celta e a Honda, para o Civic. No setor de caminhões, há encomendas que só serão entregues em seis meses.
?A demanda continua aquecida, mas não há produtos suficientes nas revendas?, disse José Rinaldo Caporal, da consultoria Megadealer. Ele consultou lojas de São Paulo, Porto Alegre, Santa Catarina, Cuiabá, Bahia e outras localidades e a justificativa foi a mesma: ?Muitas encomendas ficaram para ser entregues em maio?.
No mês passado foram vendidos, em média, 8.966 unidades por dia, ante 8.793 em março. ?Tradicionalmente, abril é mais fraco que março.?
Liderança
A Volks liderou as vendas no quadrimestre, com 23,98% de participação, seguida pela Fiat, com 23,85%. A diferença foi de 907 unidades. Os números consideram as vendas totais, incluindo caminhão e ônibus, segmentos em que a Fiat não atua.