Economia

Restituição do IR bate recorde e paga R$ 41 bilhões em 2026

0, R$20 e R$2 espalhadas. Ao lado, um copo de café americano e um caderno de anotações com uma caneta, sugerindo o acerto de contas de um pequeno negócio. A luz lateral é quente.
Imagem criada por Inteligência Artificial.

A restituição do Imposto de Renda bateu recorde em 2026. A Receita Federal devolveu mais de R$ 41 bilhões a 25,9 milhões de contribuintes até 30 de junho. O órgão pagou 80% do valor total em até um mês após o fim do prazo de entrega das declarações, encerrado em 29 de maio. As informações são da Gazeta do Povo.

O resultado supera o recorde de 2025, quando foram restituídos R$ 39,4 bilhões a 23,8 milhões de pessoas. Uma novidade de 2026 foi a restituição automática, chamada de cashback, para quem não era obrigado a declarar, mas tinha valores a receber.

A restituição acontece quando a Receita identifica que o contribuinte pagou mais imposto do que deveria durante o ano. Isso ocorre porque houve retenção na fonte ao longo do ano e, após o cálculo completo dos rendimentos e deduções, o valor devido ficou menor que o já recolhido. A diferença é devolvida.

Receita segue ordem de prioridade para pagamento

O pagamento não segue apenas a ordem de entrega da declaração. A Receita obedece critérios legais de prioridade. Contribuintes com 80 anos ou mais recebem primeiro. Em seguida vêm pessoas com 60 anos ou mais, pessoas com deficiência, pessoas com doença grave e quem tem o magistério como principal fonte de renda.

Depois entram contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e optaram pelo recebimento via Pix. Por fim, os demais contribuintes. Dentro de cada grupo, quem entregou a declaração primeiro tem prioridade.

Malha fina suspende pagamento até regularização

Ter a declaração retida na malha fiscal não significa perda do direito à restituição. O pagamento fica suspenso enquanto a Receita analisa a inconsistência. Em outubro, cerca de 500 mil contribuintes estavam nessa situação com pendências consideradas simples.

A Receita enviou correspondências para 498.487 pessoas no Projeto Cartas 2026 para orientar a correção dos problemas. O órgão ressalta que a iniciativa não é autuação ou punição, mas oportunidade de autorregularização.

Entre os problemas que levam à malha estão divergências entre informações declaradas e dados apresentados por empresas ou instituições financeiras. Despesas médicas, rendimentos e dependentes exigem atenção no preenchimento.

O contribuinte pode verificar pendências pelo serviço Meu Imposto de Renda, no site e aplicativo da Receita Federal. Se encontrar erro, é possível apresentar declaração retificadora. Após correção e processamento, caso exista valor a receber, o contribuinte volta à fila de pagamento obedecendo aos critérios de prioridade.

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