O mercado de juros ainda está digerindo as informações divulgadas no Relatório Trimestral de Inflação, referente ao terceiro trimestre, divulgado hoje pelo Banco Central. Os economistas das instituições financeiras analisam as projeções e os comentários apresentados, enquanto operadores afirmam que não se enxerga ainda uma tendência clara para o rumo dos negócios.

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Embora as projeções do IPCA para 2008 – que é o foco das próximas decisões de política monetária – não tenham apresentado uma elevação tão expressiva no cenário de referência, os comentários do relatório sobre a demanda e o rumo da inflação foram considerados cautelosos. E, assim, não trouxeram tanto otimismo em relação às próximas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom).

A projeção mais importante apresentada no relatório é para o IPCA em 2008 no cenário de referência, que subiu de 4,1% para 4 2%. Como havia muita gente prevendo uma alta ainda maior (havia analistas falando em uma elevação para 4,5%, exatamente o centro da meta de inflação do ano que vem), o número não assusta. No cenário de mercado, a projeção para o IPCA em 2008 recuou de 4,6% para 4,3%.

Para 2007, o relatório apresentou elevação da projeção 3,5% para 4% e, no cenário de mercado, de 3,5% para 3,9%. A elevação dessas previsões, segundo o BC se deve à elevação dos preços livres. A questão é que, embora em todos os casos as projeções estejam abaixo do centro da meta, o BC admite que a tendência a inflação em 2007 é de continuar convergindo para esse ponto (4,5%), por causa da contínua queda da taxa Selic.

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Diante dessas informações, o mercado de juros não mostra um comportamento muito decidido nesta abertura do pregão de contratos de depósitos interfinanceiros (DIs) na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). As taxas de prazo mais longo, a partir de janeiro de 2009, recuam, acompanhando principalmente o clima positivo no cenário externo. Mas nos contratos curtos, onde está concentrada a liquidez nesta abertura, a reação é de ligeira alta.

O DI com vencimento em janeiro de 2008, que movimentou até as 10 horas quase 100 mil contratos, projetava taxa de 11,03% ao ano, ante 11,02% na quarta. Já o DI de janeiro de 2009 estava em 11,22% ao ano (11,26% na quarta).

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