A Petrobras informou em nota que não haverá descumprimento das regras ou dos porcentuais de conteúdo local em plataformas para o pré-sal da Bacia de Santos. Questinado sobre envio de quatro plataformas para serviços na China, de forma a evitar atrasos no cronograma, a companhia disse que a medida não afetará compromissos contratados. A Petrobras reconheceu atrasos na disponibilidade dos estaleiros Inhaúma (RJ) e Rio Grande (RS), onde as quatro embarcações passarão por serviços.

Segundo a companhia, a alteração de estratégia, com subcontratação de serviços na China, foi definida em função do andamento das obras de reforma do cais, em curso no Estaleiro Inhaúma, e em função de estudos de otimização da disponibilidade do dique seco do Polo Naval do Rio Grande. No caso do Rio Grande, a falta de disponibilidade foi afetada pelo atraso na saída da P-55. A P-74, P-75, P-76 e P-77, com contrato de conversão no Inhaúma, serão usadas na área da cessão onerosa. Apenas a P-74 está no Inhaúma. Segundo a Petrobras, o navios P-75, P-76 e P-77 foram entregues à Petrobras na Ásia (Malásia).

“A P-75 e a P-77 foram enviadas ao Estaleiro Cosco, em Dalian, na China, para execução de uma parte dos serviços iniciais de conversão. A P-76 está atualmente executando serviços de limpeza na Indonésia e, posteriormente, seguirá para Dalian, para o mesmo tipo de trabalho. A conclusão desses serviços iniciais e a conversão propriamente dita, incluindo as novas estruturas da P-75, P-76 e P-77, serão executados no Inhaúma. No caso da P-74, todos os serviços da etapa de conversão estão sendo realizados no Estaleiro Inhaúma (RJ)”, disse.

No caso da plataforma replicante que seria executada no Rio Grande, a Petrobras diz que apenas partes isoladas da estrutura estão sendo fabricadas nos estaleiros Cosco. Atrasos de papelada por parte da Petrobras postergaram a saída da P-55 do Rio Grande, atrasando a chegada de novas embarcações, apurou a Agência Estado.

“Algumas seções estruturais do casco serão feitas na China e virão para o Brasil já conectadas, de forma a sincronizar a saída do casco da P-66 do dique com a conexão final das seções do casco da P-67, em uma única operação de enchimento, saída, reposicionamento e esvaziamento do dique”.

Segundo a Petrobras, a atuação da Cosco no suporte técnico à Ecovix (Engevix) é importante pela “otimização da produtividade dos processos construtivos, incluindo treinamento na China”. A Petrobras negou ainda ter decidido afretar os FPSOs para utilização na cessão onerosa. E afirma que não está negociando afretamento de FPSOs com conteúdo local zero. A empresa diz que, desde 2010 exige conteúdo local, mesmo para FPSOs afretados.

A Agência Estado apurou que, embora o afretamento de duas unidades ainda não tenha sido submetido à aprovação da direção, o negócio está sendo negociado em Mônaco e no Japão. As metas de conteúdo local neste caso valem para o sistema de produção como um todo.