Reformas no sistema financeiro e câmbio dominam G-20

As negociações para a reforma do sistema financeiro internacional têm uma nova etapa hoje, em Saint Andrews, cidade de 16 mil habitantes do interior da Escócia, onde se reunirão os ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais (BCs) do grupo das 20 maiores economias do mundo (G-20). A pauta da conferência ministerial inclui pelo menos dois novos ingredientes de interesse do Brasil: reequilíbrio cambial e taxação de transações financeiras. O exemplo do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) adotado pelo governo brasileiro na entrada de capitais estrangeiros despertou a curiosidade do grupo.

A reunião teve início às 21 horas de ontem (hora local), com o jantar de trabalho, realizado no Hotel Fairmont. As negociações, entretanto, estão sendo realizadas hoje. Depois das cúpulas do G-20 de Londres, em abril, e Pittsburgh (EUA), em setembro, a tendência é que os temas predominantes sigam sendo a proposta do governo norte-americano: criação de um novo sistema de equilíbrio do comércio internacional – tema que desagrada aos grandes exportadores, como China e Alemanha – e acúmulo de reservas internacionais, considerado excessivo pelos Estados Unidos.

“A reunião vai girar em torno dos mecanismos para garantir o crescimento sustentável, que é o que já vínhamos discutindo”, disse ao Estado, em Londres, o presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles. Os outros temas já são clássicos nesses encontros internacionais: reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial e regulação financeira e controle de riscos e de pagamento de bônus pagos a executivos dos bancos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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