economia

Recuperação judicial da Avianca Brasil pode ser sinal de consolidação, diz Iata

O pedido de recuperação judicial da Avianca Brasil pode ser um indicativo de que o mercado aéreo brasileiro passará por uma consolidação, avalia Peter Cerdá, vice-presidente regional para as Américas da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês).

“O Brasil apresenta muitas oportunidades, tem potencial para movimentar maior volume de passageiros. A pergunta é: há muitas companhias aéreas? Isso o mercado vai dizer. Já vimos isso nos Estados Unidos, Europa”, disse Cerdá a jornalistas que participam de um evento da entidade dedicado à imprensa.

Ainda conforme o porta-voz da entidade, casos de recuperação judicial de aéreas são comuns na região da América Latina e Caribe, mas costumam acontecer com empresas menores, por isso não há grande publicidade.

Cerdá não fez comentários específicos sobre a Avianca Brasil, mas observou que a indústria aérea é naturalmente bastante competitiva e, assim, seu espaço no mercado brasileiro deve ser ocupado por outras empresas.

A companhia aérea Avianca Brasil entrou nesta terça-feira, 11, com pedido de recuperação judicial na Vara de Falências de São Paulo, conforme antecipou a Coluna do Broadcast. O pedido, no qual as requerentes são Oceanair e AVB Holdings, cita R$ 50 milhões como o valor da causa, enquanto a lista de credores contabiliza quase R$ 500 milhões em dívidas.

Na petição inicial de recuperação judicial, a empresa cita a crise econômica, as variações cambiais e o preço dos combustíveis de aviação como os motivos que levaram a companhia à situação de fragilidade financeira.

*A jornalista viaja a convite da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês).

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.